Pergunta do dia

Seguinte, recebi um telefonema genial hoje!

“Edu, por que você não faz um esquema assim tipo de responder as perguntas da galera?”

Logo de cara, confesso que duvidei da idéia, mas depois de pensar um bocado, estou achando que pode dar muito certo!!!

Só tem um jeito de saber: Testando!

Aqui vão as regras, pra hoje, pelo menos…

Às 20:30, eu vou acessar o blog e verificar os comentários, o assunto mais perguntado ou a pergunta mais legal será respondida até 21:00.

Teoria musical e guitarra, de preferência… ^^

Vamos ver no que dá…

E enquanto isso, telefono para vocês escolhidos!

Abraço, estarei esperando!!!

Edu

About Edu Élleres

Guitar teacher turned neuroscientist turned guitarist, passionate and obsessed with finding better ways of teaching music.
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8 Responses to Pergunta do dia

  1. Rodolfo Odisio says:

    Gostei dessa. Aí vai:

    Existem harmônias ou cadências harmônicas em que se pode usar, com sucesso, um conjunto de notas pré-definido, como por exemplo uma “caixinha” pentatônica ou padrões de escala com 3 notas por corda, sem que haja a preocupação excessiva com o ponteio da nota do acorde tocado no momento da música?! Se a resposta for “sim”, dê alguns exemplos…

    Rodolfo Odisio

    • Edu Élleres says:

      Excelente pergunta, Rodolfo!

      A resposta é sim, irmão.

      Vejamos alguns exemplos.

      Antes de falar de cadências, preciso citar o baixo pedal como a primeira e mais simples “estrutura harmônica” do tipo que você procura.

      Improvisar em cima de um baixo pedal é uma experiência única, tudo que você tocar será ouvido apenas com relação a uma nota, toda a carga emocional está em suas notas, você não está preso ao universo maior ou ao universo menor. Se você sabe bem o que está fazendo isso pode ser incrivelmente libertador, mas se não tem desenvoltura pra criar sua pintura sonora a partir do nada, pode ser uma experiência um tanto estranha, só existe aquele “bóóóóóóóm” soando, te dando apenas um pontinho de apoio e nada mais.

      Quando adicionamos uma outra nota, aí já temos um leque um tanto mais restrito, mas temos mais suporte. Se for uma quinta justa, é tudo festa! Os outros intervalos tendem a ser mais restritivos nessa permissividade, visto que uma vez que você adicione mais notas ao seu improviso, elas vão dar uma idéia mais firme da estrutura harmônica sendo tocada, por exemplo, se vc tem uma terça maior soando, quanto mais notas pertencentes à escala maior você tocar, mais difícil fica fazer a transição para um frígio dominante, digamos. Já se você decidir usar menos notas no início da sua pintura, fica mais fácil alterá-la.

      Tríades! É basicamente a mesma situação descrita acima, mas com um viés muito mais definido. Há muito mais suporte, mas há também muito menos liberdade. É uma situação mais fácil que tocar com apenas um baixo pedal, por exemplo, mas tem sua complexidade, que não deve ser subestimada jamais! O mestre Joe Diorio me disse que achava que a diferença entre improvisar em um só acorde e em uma progressão complexa era que na progressão complexa, o seu trabalho era “apenas” o de acertar as notas dos acordes, já em cima de apenas um acorde, você que tinha que criar a complexidade.

      E finalmente, progressões de acordes… Bom, Rodolfo, sua pergunta restringe nossa escolha a progressões muito simples, e de preferência de caráter modal. Dois exemplos muito comuns e legais pra gente improvisar são:

      //: Amin7 / D7 :// e //: F / G ://

      A primeira representa o modo Dórico, a segunda o modo Lídio, em A e F, respectivamente.

      Essa progressão em A Dórico é muito bacana porque ela se utiliza das sete notas da escala e não pede resolução em nenhuma delas. Como nunca resolvemos o D7 para G maior, a tensão permanece sob controle, sem desestabilizar o equilíbrio do A como centro das atenções. A pentatônica de A menor pode e deve ser usada aqui até a exaustão! A mesma indicação para o A Dórico, claro. Experimente tocar esses elementos devagar sobre essa progressão e ouvirá que mesmo que em alguns momentos uma ou outra nota não fique legal, a mudança de acorde resolve isso rapidinho. E devido à estrutura interna toda formada por quintas justas, o Modo Dórico não tem nenhuma nota a ser evitada, então todas ficam boas no acorde de Amin7, e apenas uma nota não funciona bem, o G. Experimente e ouça por você!

      O exemplo em F Lídio usa tríades, usando o Pitch Axis do nosso amigo Joe Satriani, veremos que as notas usadas na progressão são F, A, C, G, B, D.
      Escalarmente, F, G, A, B, C, D. Isso nos dá a possibilidade de escolher entre usar o E e o Eb! Usando o E, permanecemos em Lídio, que tem a estrutura mais perfeita dentre todas as escalas musicais, então pode tocar tranquilo, aqui não tem muito como “errar”! Já usando o Eb, cuidado, aqui entramos na esfera do absurdo, com o Lídio Dominante. Soa estranho, mas bem curioso! Tenha cuidado com o Eb no acorde de G, ele tende a brigar com o D, quinta de G. Fora isso, acho que Bart Simpson vai achar suas idéias musicais bem legais!!!

      Experimente com essas idéias e continue tendo mais dúvidas elas são a fonte das descobertas, meu querido padawan!

      Um abraço!!!

      Edu Élleres

  2. Marcelo Seabra says:

    Leitura, ritmo e os fundamentos da teoria; prática de conjunto e, at last but not least, encontros físicos.

    • Edu Élleres says:

      Seabra, adoraria responder sua pergunta, irmão…
      Só que eu ficaria aqui uma eternidade, especialmente falando sobre prática de conjunto…
      Me mande algo mais pontual, sei que essa mente brilhante aí tem coisas muito legais pra perguntar!
      Grande abraço, irmão!!

      Edu

  3. Marcos Antonio says:

    Professor Eduardo,

    O estudo das “escadas” seria um exemplo de cromatismo progressivo?

    Abs.

    • Edu Élleres says:

      Marcos, não seria porque nesse exercício nós usamos apenas as notas naturais, cromatismo indica o uso de notas cromáticas entre as notas da escala original, pra transformar a nossa escadinha em escadinha cromática, teríamos que mudá-la pra isso aqui:
      C, C#, C
      C, C#, D, Db, C
      C, C#, D, D#, D, Db, C
      C, C#, D, D#, E, Eb, D, Db, C
      e etc… o que , sinceramente, já é coisa de maluco…^^

      Abraço, irmão!!

      Edu

  4. Halls says:

    Guitarra de 7 cordas.
    Que afinação costumam usar?
    Qual seria a função dela?
    Soa bem em que tipo de música?
    😉

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